De acordo com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, a
inflação do mês de maio caiu e deve manter esta mesma trajetória em junho! Este
resultado é um grande alívio para o Governo e para a população brasileira.
O que aconteceu foi que o preço dos alimentos
subiu menos de abril para maio, influenciando o comportamento da prévia da
inflação oficial. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) desacelerou
para 0,58% em maio, depois de avançar 0,78% em abril, segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio de
2013, o índice ficou em 0,46%.
No acumulado deste ano, o IPCA-15 ficou em
3,51% e, em 12 meses, em 6,31%, próximo ao teto da meta de inflação do governo,
que é de 6,5%.
Além da queda dos preços dos alimentos, a
taxa de juros elevada também contribiu para este resultado, já que o aumento
desta faz com que exista menos crédito e consumo por parte da população.
O Governo tem concentrado todos seus esforços
em combater o aumento desta taxa. O grande medo do Governo com relação a
inflação brasileira é decorrente ao passado que o país já viveu! Tivemos anos
terríveis, onde estes índices chegaram a patamares absurdos. Neste periodo, a populacão tinha que consumir toda a sua
renda no próprio dia do seu pagamento, pois no próximo dia, o valor recebido
não tinha o mesmo poder de compra anterior.
Podemos dizer que hoje em dia o poder de compra da
população brasileira está preservado e temos a estabilidade de preços na economia
do país.
A inflação pode apresentar diferentes níveis de
gravidade. Podemos classificar a inflação em três categorias: moderada,
galopante e hiperinflação.
A inflação moderada é aquela onde os preços aumentam
lentamente, com uma taxa de um só dígito, ou seja, uma taxa inferior a 10 por
cento ao ano. Em condições de inflação moderada e estável, os preços não se
afastam significativamente, assim as pessoas não se preocupam em livrar-se do
seu dinheiro, rapidamente, pois, a moeda praticamente mantém seu valor de ano
para ano.
A inflação galopante é aquela onde os preços começam a
subir com taxas de dois a três dígitos com valores de, por exemplo, 20, 100 ou
200 por cento ao ano.
A partir do momento em que a taxa de inflação
galopante se instala ocorre problemas econômicos de certa gravidade. A maioria
dos contratos começa a ser indexados de acordo com o índice de preços ou com
uma moeda estrangeira como o dólar. Como o dinheiro perde o valor rapidamente,
as pessoas costumam conservar o mínimo imprescindível, compram bens, como
carros, casas, entre outros.
Enquanto a inflação galopante permite a sobrevivência
das economias, algumas delas até mesmo com um razoável crescimento, verifica-se
uma situação fatal quando a hiperinflação se instala na economia.
As causas da inflação variam de país para país e em um
mesmo país essas causas são diferentes em épocas distintas.
O problema inflacionário no Brasil sempre esteve
presente e a sociedade brasileira já se deparou com as três categorias de
inflação.
De 1980 a 1987 a taxa média de inflação anual foi de
157,35%. Neste período, no Brasil, ocorreu um exemplo de inflação galopante,
marcada pela indexação de preços, com taxas inflacionárias de dois a três
dígitos, variando de 65% à 415,8% ao ano. No período que abrange 1988 à 1994, o
Brasil se deparou com a hiperinflação, apresentando taxa média de inflação
anual de 1.391,05%, com variações de 480,2% à 2.707,7% ao ano. Nestes anos, os
preços subiam de forma astronômica, à medida que, as pessoas procuravam desesperadamente
livrar-se do dinheiro que tinham em mãos, cada vez sendo maior a rapidez do
gasto da moeda uma vez recebida.
Desde 1995 temos um exemplo de inflação moderada no
Brasil, ou seja, após a adoção do Plano Real a inflação brasileira deixou de
crescer de forma assustadora e passou a ter variações lentas. Hoje em dia, as
pessoas não se preocupam, como antigamente, em livrar-se do dinheiro com medo
da sua desvalorização, ao contrário, a inflação estando em um nível moderado, a
moeda praticamente mantém seu valor de ano para ano.
Agora ficou claro porque tanto medo por parte do
Governo, não é? É preciso sim estar muito atento a ela. Não queremos e não
precisamos mais viver momentos de inflação alta. Por este motivo, pedimos que o
Governo faça sua parte e controle-a, bravamente!
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