O que podemos esperar da economia brasileira para o próximo ano? Esta pergunta está na boca do povo. Todos fazem suas projeções, já que 2014 é o ano que o Brasil sediará a Copa do Mundo de Futebol e esperava-se tanto crescimento e desenvolvimento para este momento! As previsões, neste final de ano, levando em consideração a economia do país não são animadoras. O cenário atual é de crescimento baixo, inflação latente, taxa de câmbio desvalorizada, aumentos sucessivos na taxa de juros e descontentamento da população com as condutas políticas e econômicas adotadas pelo Governo. Em outubro, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 0,7 ponto percentual. Para o ano que vem, a projeção anterior do FMI era de 3,2% do PIB e foi reduzida para 2,5%. O corte, divulgado no relatório “Projeções para a Economia Mundial”, põe o Brasil como o país com a menor taxa de crescimento entre os principais mercados emergentes. Entre os BRICS (Grupo de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o maior crescimento em 2014 será da China (7,3%), seguido por Índia (5,1%), Rússia (3%) e África do Sul (2,9%) - todos à frente do Brasil. O FMI acredita que a recuperação econômica do Brasil continuará moderada, puxada pela recente depreciação do real frente ao dólar, o que elevará a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo. Por outro lado, a desvalorização do real faz com que os preços dos produtos importados fiquem caros e na falta de competitividade dentro do país, a inflação dispara! A inflação mais alta reduz a renda real e pode pesar sobre o consumo, que em época de pouco crescimento, é muito preocupante. Outro ponto relevante seria os aumentos esperados para a taxa de juros brasileira. Como já discutimos várias vezes aqui, no In foco, o custo do dinheiro fica caro, diminui o consumo e desestimula a indústria, caindo o crescimento ou o PIB. De acordo com o FMI o índice de preços ao consumidor (IPC) suba 6,3% este ano no Brasil e 5,8% no próximo. O déficit da conta corrente deve ficar em 3,4% e 3,2%, respectivamente neste ano e no próximo. Já para a taxa de desemprego a previsão é de 5,8% e 6%, também respectivamente. Ainda sobre o Brasil, o FMI alerta que a política fiscal do país precisa ser reforçada com urgência, dado o alto nível de endividamento. Assim, podemos concluir que a situação não é nada boa! Enquanto países como o nosso crescem a taxas de 5% e 7%, o Brasil torce para ser campeão! No que realmente somos bons. No futebol!
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